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Ensinam as “Testemunhas de Jeová” a Comunicação Entre
Vivos e Mortos?O livro Revelação, Seu Grandioso Clímax Está Próximo, (de 1988), editado pela organização religiosa Sociedade Torre de Vigia, das “testemunhas de Jeová”, pág. 125, traz a surpreendente declaração:
Desde o tempo do apóstolo João, e até o dia do Senhor, cristãos ungidos ficaram curiosos quanto à identidade da grande multidão. Portanto, é apropriado que um dos 24 anciãos, representando os ungidos já no céu, estimule o raciocínio de João por fazer uma pergunta pertinente: “E, em resposta, um dos anciãos me disse: ‘Quem são estes que trajam compridas vestes brancas e donde vieram?’ Eu lhe disse assim imediatamente: ‘Meu senhor, és tu quem sabes’. (Revelação 7:13, 14a) Sim, este ancião podia achar a resposta e dá-la a João Isto sugere que os ressuscitados do grupo dos 24 anciãos talvez estejam envolvidos em transmitir verdades divinas hoje em dia. [Destaque cf. original].As “testemunhas” aprendem que os da classe ungida (membros dos 144.000 que têm herança celestial) ao morrerem vão diretamente para o céu, passando por uma ressurreição imediata em corpo espiritual. A declaração acima dá a entender que esses que morreram podem comunicar-se com os seus companheiros de outrora enquanto os aguardam para juntarem-se a eles, transmitindo-lhes “verdades divinas”.
Essa idéia não é de fato nova. Embora venha antecedida por um ‘talvez’, já na publicação do importante livro O Mistério Consumado (1917), da mesma entidade, dava-se como certo que quando o fundador da Torre de Vigia, Carlos Russell, morreu, foi para o céu (também ressuscitado espiritualmente) e de lá “ainda dirige cada aspecto da obra”. Como a poderia dirigir de lá, a não ser comunicando-se com seus seguidores vivos sobre a terra? Mas parece que tal comunicação era meio problemática, pois o presidente terreno da “Obra” então, J. F. Rutherford, passou a alterar muitos dos ensinos defendidos por Russell por tantos anos, como o esquema das medidas proféticas com base na pirâmide de Gizé, o entendimento de profecias, e a própria data a partir da qual teria começado a ressurreição “espiritual” dos ungidos, transferindo-a de 1878 para 1918. Sendo que Russell morreu em 1916, como poderia estar dirigindo a Obra desde então?
Noutro livro das “testemunhas de Jeová” publicado na década de 30, chamado Light [Luz], Vol. 1, pág. 64, Rutherford declarava: “O Senhor empregou a Torre de Vigia para anunciar essas verdades. Sem dúvida ele empregou seus representantes invisíveis para terem muito a ver com isso”. Todavia, preocupado com possíveis implicações comprometedoras de tal declaração, logo em seguida tenta se explicar: “Isso não é o que alguns podem considerar como espiritismo, de modo algum. . .” Em The Watchtower [A Sentinela] de 15 de setembro de 1938, pág. 285, é reafirmado que “mensageiros divinos passam tal instrução para o remanescente”. Anteriormente, nesse contexto, se disse: “Exatamente como isso é feito não é necessário que compreendamos” (Idem, 1º de dezembro de 1933, pág. 364).
Todo esse segredo, porém, não parece realmente bastante estranho e suspeito, especialmente à luz de Isaías 8:19 e 20; Levítico 19:31, 20:6, 27, onde é claramente proibida qualquer comunicação com os mortos?Caso deseje obter informações sobre como obter a versão virtual do livro O Desafio da Torre de Vigia ou um artigo relacionado clique aqui otabrito@aol.com
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